Medindo sentimentos com as minhas bandas favoritas. Calma, eu explico.

Faz meses que não venho escrever. Minha rotina mudou demais e, como gosto de fazer tudo certinho, com uma determinada ordem, acabei nunca mais parando para elaborar um post. Tenho uma lista enorme de pautas que eu desejo abordar e queria que elas seguissem uma ordem cronológica.

Mas o que eu esqueci é que minha escrita é totalmente baseada em inspiração momentânea. Tinha me esquecido disso até hoje (esse hoje é umas duas semanas antes da data de publicação do post, ok?), quando me peguei totalmente afetada por um dos lugares mais fascinantes que já estive na vida. Deixei a emoção me dominar, sentei e cá estou eu escrevendo.

Já falei aqui em um dos meus últimos textos (esse aqui ó) que existe uma grande diferença entre felicidade e êxtase. Felicidade tem que ser todos os dias, algo sustentável. Agora o sentimento de êxtase dificilmente vai rolar com tanta frequência e acho até que seria perigoso. Eu acredito que o sentimento de êxtase, aquele que rola por algum feito muito desejado alcançado, é quase como uma dose de droga. E não é por acaso que tem um entorpecente que leva o nome de ecstasy, né?

Mesmo que você nunca tenha provado dela ou se você já provou e gostou, precisamos todos concordar que não dá para tomar ecstasy todos os dias, né? São vários os riscos, mas, além dos já conhecidos, o principal que me ocorre é que, se você não souber distinguir os momentos de loucura com os de sanidade, dificilmente você vai conseguir valorizar qualquer um deles.

Recentemente estive em Edimburgo pela segunda vez em menos de dois anos. Eu sempre soube que essa era uma das cidades mais incríveis que eu tinha ido na minha vida. Dias atrás, quando estive lá de novo, confirmei o que eu já sentia. E, dessa vez, parece que me senti ainda mais conectada com o lugar.

Também tem o fato de que eu mudei muito desde a última vez em que estive lá. Hoje em dia eu me entrego muito mais às minhas experiências e não vivo nada à toa. Ao contrário da maioria das pessoas, que quando chegam em um lugar novo e turístico tiram um monte de fotos, eu preciso parar, respirar fundo e digerir o que estou vivendo. Em muitas dessas ocasiões o êxtase no meu peito é tão grande que eu me pego em lágrimas.

Em quatro dias na cidade, chorei pelo menos umas três vezes. E, em outros tantos momentos, eu me peguei andando pelas ruas sorrindo. Assim, sem motivo nenhum. Me dei conta que normalmente temos o hábito de caminharmos sisudos, com a cara fechada. Como seria se todo mundo andasse pelas ruas com um semi sorriso no rosto? Tipo aqueles sorrisinhos que emitimos quando estamos apaixonadinhos e a pessoa manda mensagem, sabe?

Enfim, deixa eu voltar para a minha ideia inicial do texto. Uma das coisas que tenho o hábito de fazer é me observar e tentar entender meus sentimentos. Eu sei, eu sei, sentimento é feito pra sentir, não para racionalizar. Mas, uma vez que eles ocorrem dentro de mim, e eu tenho que passar um tempão na minha própria companhia, eu prefiro tentar compreender eles. E também porque eu gosto de escrever e de colocar em palavras as minhas experiências.

Me peguei pensando: o que é esse sentimento louco que tenho por Edimburgo? Por que essa cidade me faz chorar de alegria? Foi aí que eu percebi que normalmente eu tenho um sentimento bem semelhante quando eu assisto uma banda que amo tocar ao vivo. Cara, que coisa louca é a explosão que rola no meu coração. Tem músicas que eu escuto e parece que alguém abriu um buraco no meu peito e tá apertando meu coração com toda força. É sério, eu chego a sentir os efeitos físicos disso.

Como é natural do ser humano fazer comparações, até porque o nosso entendimento sobre a vida se dá a partir das experiências que já vivenciamos, me peguei comparando o êxtase de estar em Edimburgo com o êxtase de ver meus artistas preferidos tocando ao vivo.

Show do  The Vaccines no Festsaal Kreuzberg, que tive a oportunidade de assistir em Berlim em outubro de 2018

Quando me dei conta, fez total sentido. Então eu percebi que a minha medida máxima de êxtase é essa. Quando me ver feliz, fique à vontade para me perguntar “Tuani, numa escala de 0 a 10 das tuas bandas favoritas tocando ao vivo, o quão maravilhada você está hoje?”.

E tu, como mediria os teus momentos de êxtase? Quais são as coisas mais arrebatadoras e fascinantes pra ti?

P.S.: vocês me perdoem o texto todo perdido e cheios de ideias cruzadas, prometo que nos próximos volto com as ideias mais organizadas.

 

Foto: Adina Scharfenberg Photography – show do The Vaccines que tive a felicidade de assistir em outubro passado em Berlim 🙂

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