Por que eu decidi ser uma ex-blogueira

Hoje me dei conta que, quando criei esse blog, eu criei uma categoria para falar diante da perspectiva de uma ex-blogueira. Até hoje essa categoria está sem nenhum post. Palmas para mim.

Mas antes de você aí me julgar, eu me explico: quando criei o blog, o meu processo de desblogueirização era muito recente. Na época, eu ainda tinha medo de que algumas pessoas pudessem ver com maus olhos o meu posicionamento. A questão não era o medo de criar inimizades, mas sim de que as pessoas não me compreendessem bem. Agora sinto que já consigo falar melhor sobre isso.

Nunca me senti uma influenciadora, mesmo que o interesse das pessoas sobre o que eu escrevesse fosse real. Fui convidada para ter um blog de moda porque algumas pessoas acreditavam no meu potencial, por eu ser uma pessoa real que se vestia de uma forma diferente e com personalidade. E o que foi a primeira coisa que o meu blog fez comigo? Me deixou uma blogueira genérica, usando roupas ganhas por permutas e me obrigando a falar sobre marcas que eu nem gostava tanto assim.

Eu sei que é dessa forma que funciona esse universo. Mas pra mim isso não funcionava mais. Foi por isso que eu abandonei o barco. Eu tinha alguns benefícios como blogueira mas, sinceramente, não valia a pena porque eles iam contra os meus princípios. Eu levei até onde dava, mas a verdade é que odeio a forçação de barra dessa vida digital.

Imagem meramente ilustrativa dos meus tempos de blogueira.

Talvez seja muito sonhador da minha parte acreditar que a gente só deva fazer o que faz o nosso coração bater mais forte. Eu sei, mas é assim que eu sou. E enquanto eu puder escolher — e eu sei que nem sempre a vida nos deixa fazer apenas o que o coração quer — eu vou seguir assim.

Outro ponto é que eu sou bastante introspectiva e tímida. Fazer fotos até era ok, eu me sentia à vontade. Mas ter que ir em eventos e sorrir pra pessoas só pra fazer a social era uma coisa odiável. Eu me sentia um praticamente um extraterrestre.

Entrei numa crise existencial quando percebi que quase 4 mil pessoas me seguiam no Instagram. Deu um trabalho absurdo excluir essa gente toda, mas não sosseguei enquanto não terminei. Chegou uma hora que não fazia mais sentido ter uma pessoa do Amapá, que eu nunca vi na vida, comentando “linda!” nas minhas fotos.

Eu continuo gostando de escrever, principalmente se for nessa linguagem simples e próxima de quem me lê. Talvez isso aproxime as pessoas de mim, mas acho que agora já estou mais preparada pra isso. E, caso agora aconteça algum tipo de aproximação com meus leitores, sei que vai ser mais natural e tranquilo pra mim. Agora eu tenho pleno controle das minhas pautas e não devo satisfações pra ninguém.

Encerro esse post colando aqui a descrição do blog, caso você nunca tenha lido:

uma blogueira por essência, no sentido real e inicial de se ter um blog: criar um diário virtual e escrever sobre as doçuras e as amarguras da vida. Frustrada com o que a blogosfera se tornou, hoje uma ex-blogueira de coração.

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