Um dia dentro da minha cabeça

Minha cabeça é especialista em romantizar coisas, pessoas, lugares e situações. Cada vez mais eu sou uma apaixonada por almas. Na maior parte do tempo não leio romance, mas meus pensamentos parecem sempre apaixonados.

Quem lê as minhas palavras pode até pensar que essa é minha escolha de estilo literário. Mas, pra falar a verdade, eu sequer entendo muito de estilo literário. Eu escrevo com o coração e com os pensamentos que parecem estar sempre flutuando, nunca com os pés no chão.

Tem dias que é difícil trabalhar ou até ver um filme. Os pensamentos se cruzam e, quando menos percebo, estou inventando alguma histórica no meu imaginário. Isso tem se tornado cada vez mais frequente. Pensei: será que estou carente? Ou só inspirada? Na dúvida, resolvi escrever mais. Acho que as palavras saem mais corretas quando partem dos meus dedos digitando do que da minha boca impulsiva. Sou uma péssima comunicadora oral. Tenho de melhorar.

Não sei se meus leitores gostam do que eu escrevo. Na verdade, não faz diferença. Eu sinto que é sincero e, para mim, isso basta. É a minha forma de colocar pra fora o turbilhão que assola a minha mente e não me permite desligar quase nunca.

Minha escrita não tem objetivo nenhum que não aliviar a ansiedade. Preciso dar espaço para que os novos planos se organizem, porque na vida real não existe HD externo para ajudar.

Aí eu me pergunto: será que as pessoas também escrevem? Será que elas pensam tanto quanto eu? Será que existe na vida dos outros um mundo paralelo que acontece só no imaginário? Ou será que eu é que estou precisando de férias?

O lado bom é que nenhum dia é igual a outro pra mim, e nem sequer passo perto de me entediar ou ser engolida pela rotina. Tem gente que precisa viajar para ir para outros lugares e se sentir feliz. Mal sabem elas que a viagem por dentro da gente é a mais excitante e inusitada.

Este texto que escrevo agora, assim, sem nenhuma linha de raciocínio, surgiu no fim de uma tarde “comum” de trabalho, enquanto eu pesquisava fotos para o um artigo a ser publicado em um blog.

Escrevo menos do que deveria para manter a sanidade, publico meus textos menos ainda. Acho que tem loucuras que devem permanecer privadas.

Um texto como esse nasce em menos de 5 minutos. É vomitado. É visceral. Normalmente salvo ele e deixo agindo por alguns dias pra ver se ele faz sentido quando eu estiver menos impulsiva, ou se dali pra frente ele só vai apodrecer.

Pronto. Me sinto mais leve. Já posso voltar para a minha nada entediante vida, até que o próximo pensamento me leve para o próximo inesperado destino.

P.S.1:  eu não disse lá no começo do blog que esse canal aqui seria, em parte, para falar sobre viagens? Pois é.

P.S.2: post ilustrado por uma imagem de Budapeste, pois foi na Hungria o início desse texto.

P.S.3: eu nunca fui pra Hungria.

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