O fim da viagem e a necessária volta pra casa

É incrível e quase humilhante para uma pessoa como eu que algumas frases clichês, que antigamente eu consideraria pura autoajuda, passaram a fazer total sentido da noite para o dia. Nos últimos tempos aquelas frases que devem ilustrar quadrinhos hipsters em milhares de apêzinhos modernos estilo Pinterest passaram a fazer tanto sentido na minha vida que eu fiquei com vontade de me esconder em uma caverna por ser tão relutante com elas.

Para não citar todas, o post de hoje será ilustrado por elas em artes tão péssimas quanto era o meu preconceito – mas prometo, pelo menos pra mim mesma, que não vai passar disso e não vou sair emoldurando elas pra enfeitar minha casa, não é pra tanto.

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Mas vamos ao que interessa: eu voltei pra casa, um bom tanto antes do tempo que eu havia me proposto inicialmente. MAS POR QUÊ TUANI? É o que vocês devem estar se perguntando, né?

Eu sei que, no momento em que eu decidi expor minha viagem aqui no blog, talvez eu deva algum tipo de satisfação a quem estava me acompanhando. Mas, se você, leitor, se importa realmente comigo e não é apenas um mero curioso intrigueiro, a pergunta não deveria ser “por quê?”, mas sim algo do tipo “ah, legal, mas tá tudo bem contigo?”. No máximo eu aceitaria a variável “ah, que pena, mas tá tudo bem contigo?”, ok?

Essa minha volta precoce vai render ainda muitos posts por aqui, e ainda tenho muitos posts sobre a viagem para fazer. Portando, os relatos não acabaram e você pode continuar vindo aqui para saber como foi essa nave louca chamada BBB – não, pera, foi só uma viagem de seis semanas mesmo.

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Mas, em resumo, eu voltei porque senti que era a hora. Eu voltei porque eu cheguei no meu limite. Eu voltei porque a minha cabeça e meu coração não estavam lá comigo. Eu voltei porque de nada adiantaria continuar postando fotos lindas no Instagram se eu não estivesse plenamente feliz. Eu voltei porque não me sentia realizada. Eu voltei por saudade. Eu voltei porque os planos mudaram. Eu voltei porque eu não tinha vontade de comer. Eu voltei porque viver gastando em libra não era pra mim. Eu voltei por cansaço. Eu voltei por solidão. Eu voltei para me conhecer e me reencontrar. Eu voltei porque a minha missão lá estava completa. Eu voltei porque essa vida é uma danada mesmo.

 

E se interessa a alguém, eu estou realmente feliz em ter voltado. Acho que fiz as duas decisões mais corajosas da minha vida nos últimos meses: ter ido viajar e ter decidido voltar. Estou respeitando meus limites e agora recomeço a minha jornada para me encontrar e me realizar – em breve falaremos mais sobre isso aqui 🙂

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