9 dicas essenciais para escolher o hostel ideal

Quando eu comecei a planejar minha viagem, sequer cogitei outro tipo de acomodação que não fosse hostel – tirando o Couchsurfing que é uma ideia legal, mas que depende da boa vontade alheia, então não é algo que dê pra contar 100% do tempo. Aí que quando comecei a pesquisar lugares para me hospedar, o lado pão duro só sabia olhar pros valores. Mas foi aí que, na prática, acabei aprendi umas coisas aí e resolvi fazer esse post com as dicas essenciais para escolher o hostel ideal pra ficar.

 

1 – Saiba qual é o tipo de experiência que você quer ter

Acho que esse é o passo inicial para começar a sua pesquisa. Há quem só queira um lugar barato pra dormir, há quem queira conhecer pessoas, há quem prefira mesmo ficar sozinho e assim por diante. Eu, como já disse, sempre procurei lugares econômicos, e sinceramente não sei que estilo de viajante eu sou. Costumo interagir com os colegas de quarto sim, mas também não sou a pessoa mais aberta do mundo.

Em geral, sei que eu queria mesmo era passear e tentar vivenciar o máximo a cidade. Não sou baladeira e até por questão de gastos não vou sair todo dia, então gosto de hostels mais sossegados. Basicamente, um lugar para tomar banho e dormir depois de um dia cansativo batendo perna pela cidade.

2 – Valor importa, mas não é tudo

Como falei no início do texto, percebi que a economia só vale a pena quando é complementada por outros tantos itens que vou comentar nos tópicos seguintes.

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Quarto cheio de camas, porém cheio de espaço também.

3 – Se o quarto for compartilhado, quanto mais camas melhor

Em suas pesquisas você vai notar que, quanto mais camas em um quarto, mais barato fica. É surreal como tem hostels com quartos compartilhados com até 30 camas, nem consigo imaginar viver isso na prática. Então, pela lógica do $$$, quanto mais caro melhor deve ser, né?

Até agora fiquei em quartos de no mínimo 4 camas e no máximo 8, um feminino e os outros todos mistos (mistos que só tem homens, sempre). Sinceramente, estou louca para reservar um quarto com 8 camas pra mais na próxima estadia. E por que isso? Porque quanto mais camas, maior o tamanho do quarto (claro, sempre dê uma olhada nas fotos).

Um quarto com 3 beliches, ou seja, 6 pessoas dormindo, é minúsculo, o que acaba concentrando mais aquele abafamento e todos os cheiros desagradáveis como chulé e asa (sim, é bem frequente). Também acaba sendo pequeno para organizar as bagagens e nem sempre dá pra contar com a organização dos colegas de quarto, né.

Eu não tenho muitos problemas pra dormir, por exemplo com barulho, então creio que vou me dar bem com um quarto maior e mais camas. Porque, na prática, deve ser a maior diferença para os quartos com menos camas.

No saldo final, sinceramente, prefiro barulho e luz acesa (que se resolve com máscara pra dormir e fone de ouvido com uma musiquinha amiga) do que maus cheiros e quartos que tu mal consegue abrir tua mala pra pegar uma roupa.

4 – Dê preferência para quartos sem banheiro

Esse é um tópico que fico meio na dúvida ainda, na verdade. Até agora, o melhor quarto que peguei era feminino, tinha dois beliches e chuveiro, privada e pia, cada um em seu devido compartimento. Achei ótimo, maaaaas, isso porque eu estava sozinha no quarto, né? Hahahha

Imagina um quarto com, sei lá, seis pessoas e toda hora o barulho (e cheiros) de descarga, chuveiro ligado e pia correndo? Como as pessoas têm culturas e criações diferentes, nunca dá pra saber o que esperar delas.

No momento estou em um quarto com 6 camas e que tem somente a pia (isso é bem comum aqui). Eu, particularmente, não me sinto à vontade pra ficar escovando os dentes ali, e se tenho que ir no banheiro pra fazer xixi e me vestir, prefiro fazer tudo lá, então.

Ah, e também não é legal acordar de manhã com alguém cuspindo a pasta de dentes na pia, então né…

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O Generator Hostel, aqui em Dublin, tem várias áreas de convivências bem legal, inclusive com música ao vivo e noites temáticas, tipo Games Night.

5 – Um living confortável é essencial

Levando em conta que você não vai passar muito tempo dentro do quarto em si, até porque não é muito convidativo, é bem importante que o hostel tenha uma sala de estar com uma quantidade de sofás, pufes e etc.

Isso pra aqueles momentos que você precisa resolver algo no computador, dar uma pesquisada nos seus próximos destinos ou até assistir uma série ou filme, qualquer coisa do tipo.

6 – Café da manhã não é tão vantagem assim

Tudo que é de graça é bom, mas café da manhã, se está incluso no preço da diária, provavelmente elevou um pouco o preço da diária. Ou seja, não é de graça. Então assim, tem que fazer valer a pena esse café, sabe? Comer tudo o que você pode e até o que não cabe mais, aí assim você economiza no almoço.

E não só por isso, até porque em dias de bater perna eu nem me dou conta do horário e acabo não almoçando mesmo, então um café reforçado é sempre bom. Até porque, pelo menos aqui na Europa, essa é a cultura deles.

Mas assim, se você é como eu e tem algumas frescuras pra comer, talvez o café da manhã do hostel não valha tanta a pena. Isso porque o café vai ser típico do lugar que você está, e nem que eu tente eu consigo comer bacon, linguiça, ovo e feijão às 8h30 da manhã.

Já paguei 4 libras por um café de hostel e valeria mais a pena ter passado numa padaria e comprado um café e um croissant com esse valor.

7 – Cozinha aberta é mais importante do que você imagina

Tem hostels super mega descolados, com restaurante e bar, mas que não têm cozinha pra você poder cozinhar sua própria comida. Ou seja, além da diária, você vai ter que comer fora, o que representa mais gastos.

Sem contar que, comendo fora, dificilmente você vai comer bem, vai ser sempre um lanche meio precário tomando um refrigerante (no caso do Reino Unido, cerveja mesmo). E às vezes tudo o que você quer é comer e um sanduíche e um iogurte, sem ter que pagar 20 reais por isso…

8 – Analise bem a localização e o estilo do hostel

Outra coisa bem importante é olhar bem o mapa para saber se a localização é boa e tudo o que há no entorno do hostel. Porque se você ficar em um lugar barato, mas que é longe de tudo e te obriga a pagar por transporte, sua economia (de tempo e dinheiro) vai pro ralo.

Mercado perto é importante, farmácia pode ser também, bares e pubs, aí tudo vai depender do que você busca, claro. Meu primeiro hostel ficava na rua das baladas e pubs de Edimburgo, bem movimentado e barulhento, enquanto era bem pobre de restaurantes e lancherias mais baratinhas.

Ah, é importante lembrar também que, por receberem muita gente jovem, muitos hostels têm pubs, inclusive com música ao vivo. Eu acho uma boa, porque se você quer beber algo e ver gente é só pegar um elevador e depois pode subir bêbado pro quarto, haha. No hostel que estou no momento, por exemplo, por conta do agito, a música vai até tarde e as bateções de porta e risadas no corredor também.

9 – Leia (e acredite) nos reviews de quem conhece o lugar

Leia com atenção os reviews em sites como Hostel World e outros que fazem reserva de hostel. É bem importante ter uma noção real de pessoas que já se hospedaram nos lugares. Aí vai de você elencar o que é mais importante, o que pode incluir desde uma equipe simpática até banheiros limpos.

 

Fotos: Divulagação

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