Minhas impressões sobre Edimburgo

Já faz alguns dias que saí de Edimburgo, meu primeiro destino da viagem, para seguir com o meu roteiro. Não sei se foi uma paixão arrebatadora por ser a primeira cidade da Europa que visito ou se foi uma paixão arrebatadora simplesmente pelo fato dessa cidade ser incrível mesmo. Então hoje vou contar pra vocês um pouco das minhas impressões sobre Edimburgo (pronuncia-se Edinbrá, levei dias pra entender quando alguém falava), a adorável capital da Escócia.

Ah, vale dizer que são as minhas impressões e também algumas observações que qualquer pessoa faria. Espero que vocês gostem!

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Uma das primeiras fotos tiradas do alto do castelo. Bem turista empolgada mesmo 😛

– É muito difícil de entender o inglês deles, acho que pra qualquer pessoa que fale inglês e não seja do Reino Unido – várias pessoas de diferentes nacionalidades que conversei nos hostels concordaram comigo. Muitas vezes achei que eram alemães conversando até eu entender uma ou outra palavra em inglês. Isso porque o inglês deles se mistura com o tradicional gaélico, que não quero nem saber como é pra não fritar o meu cérebro.

– Sempre ouvi falar que os Ingleses eram um povo fechado, muitas vezes até antipáticos para nós brasileiros tão aberto. Então, como não sabia muita coisa sobre os escoceses, fui preparada para o pior. Mas me surpreendi muito, e positivamente! Eles são extremamente simpáticos e solícitos, mesmo quando poderiam estar de saco cheio do bando de turistas invadindo sua cidade.

Te atendem sempre com um sorriso no rosto e, em restaurantes, por exemplo, você nem abriu a porta e eles já estão te dando oi e perguntando como você está, quando você alcança o dinheiro para pagar eles te agradecem, quando você dá tchau eles te desejam todas as coisas boas do mundo, enquanto você está comendo eles aparecem na sua mesa umas três vezes para perguntar se está tudo ok e assim por diante.

– Eu cheguei na cidade na noite de uma sexta-feira, por volta das 18 horas e o centro já estava animado. Como estava cansada, só saí mais tarde para procurar algo para comer e poder ir dormir cedo. Primeiro que descobri que depois das 21 horas você dificilmente encontra janta/petisco, e isso porque a galera janta cedo e começa a beber pelas 18 horas.

Ah, no domingo era umas 4 da tarde e geral estava sentada nos pubs bebendo os enormes pints de cervejas deles (cada copo tem humildes 500 ml e eles jamais bebem apenas um, haha).

– Em consequência de todo o goró que bebem, pelas duas da manhã as cenas nas ruas são de pura zoeira e destruição – descobri na prática que a rua do meu hostel era a rua das baladas, e tinha uma bem na frente do meu quarto que tocou até Michel Teló… Enfim, eles são bem diferentes daquela coisa ‘certinha” de quando pensamos em Reino Unido.

– Ah, importante dizer que os pubs e festas, mesmo os com música ao vivo, não cobram entrada. Maravilha, hein?

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Grassmarket é a região mais animada de pubs e restaurantes. É um do lado do outro e não paga nada pra entrar, dá pra ir em todos numa só noite!

– Conheci uma brasileira durante um city tour e marcamos de sair juntas. Fomos jantar e depois peregrinamos por vários pubs e festas. Mesmo nos lugares mais “jovens” tocam umas músicas bem estranhas e outras, eu diria, bem ultrapassadas.

Também ouvi dois carros com som alto passando e estava tocando um hit de 2005 ou algo do tipo. Nas festas não percebi um estilo mais específico como no Brasil temos festas pop, sertanejo, funk, etc. É tudo meio misturado mesmo.

– Outra coisa que me chamou atenção é que os relacionamentos deles são meio liberais, ou pelo menos não tem essa coisa de ciuminho bobo e barraco que nós brasileiros temos. Sentamos numa mesa num evento de food truck e um cara começou a abraçar a minha amiga, atrapalhando nossa conversa toda hora e super puxando papo. Isso tudo com a namorada dele do lado, toda se rindo. Aconteceu de novo num segundo pub, e começamos a perceber que os casais são bem mais tranquilos. Coisa boa, né?

– Muitos deles são realmente ruivos e tem bochechas rosadas, bem como imaginamos que os escoceses são.

– Sim, eu vi um cara na rua usando Kilt, inclusive com o casaco fazendo conjunto com a saia. E o tartan era rosa, coisa linda de se ver.

– Entre as mulheres, pelo menos na noite, não consegui identificar um só estilo. É bem variado. Assim como tem as mais fashionistas, tem umas coisas super bregas – ou seriam as tendências que daqui a pouco o resto do mundo estará usando?

– Já entre os homens, notei dois estilos (novamente, na noite): uma coisa mais clássica de jeans + camisa; e um estilo meio Beckham/One Direction, com umas calças embaladas a vácuo e umas camisetas mais justas do que quando eu usava baby look na adolescência.

– No quesito comida, ou eles comem muito ou eu é quem como pouco. Vem cada porção que dá pra almoço e janta – se você aguentar toda a gordura que eles comem, claro. Eles comem muita carne de porco e um troço chamado haggi, que até é bom, mas é meio nojento também.

– A água é gratuita na maioria dos restaurantes, e a água da torneira é extremamente potável e super leve, sem sentir aquele gosto de cloro que no Brasil tem (quando dá para tomar a água da torneira, claro). Em contrapartida não existem sucos naturais no cardápio, então eles quase sempre bebem cerveja mesmo enquanto comem. Eu acabava bebendo água, café ou refrigerante.

– A cidade é pequena mas dá para se perder por lá. Isso porque, pelo menos na Old Town, que é a parte antiga e clássica da cidade, tem algumas ruas meio circulares e outras muito compridas, sem nenhuma outra rua cortando. Ou seja, você tem que ir até o fim dela para seguir seu caminho, e eu me perdi todos os dias tentando voltar para o hostel.

– Pra mim essa foi a maior curiosidade sobre a Escócia em geral: o unicórnio é o “animal” mascote deles. Vocês sabiam disso? O guia explicou durante o tour que não tem um motivo exato, simplesmente é.

– Edimburgo é a cidade que inspirou a saga Harry Potter (desculpem, pra mim isso é novidade, tá?). A escritora morava lá enquanto começou a escrever e descaradamente pegou referências do local. Do cemitério, por exemplo, pegou nas lápides vários nomes para as suas personagens. Ao lado do mesmo cemitério tem uma grande escola em estilo gótico criada para crianças especiais.

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Cemitério que inspirou Harry Potter e a lápide do Greyfriars Bobby, o cachorro mascote da cidade e que inspirou vários filmes.

– Lá tem um museu com a ovelha Dolly, aquela que foi clonada. Isso porque foi na Escócia que aconteceu a parada toda – outra coisa que eu não sabia.

– Uma das coisas que achei mais legal na cidade foi o combo história + natureza + modernidade. A parte histórica é muito bem preservada (e quando não foi preservada foi refeita para parecer, como o Castelo de Edimburgo que não é tão antigo quanto pensamos), enquanto a parte mais nova oferece opções bem de cidade grande, só que respeitando a estética cinza e clássica de todo o contexto. E, pra finalizar, ainda tem montanhas incríveis, parques bem estruturados e a oportunidade de ver a beleza da natureza não muito longe do centro.

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De um lado da Avenida Princess Street, um monumento histórico. Do outro, a New Town com suas lojas internacionais – mas sempre mantendo a estética da cidade. (Juro que não mexi nas cores da foto. Eu realmente peguei esse céu no último dia lá!)

– Ainda falando em turismo, um dos passeios mais incríveis pra mim foi o Holyrood Palace, que nada mais é que o palácio da rainha quando está na cidade. Sim, há uma visita guiada com fones de ouvido (inclusive tinha em brazilian portuguese, como eles chamam o nosso português, haha) por salas mega históricas, tipo os aposentados preservados da Mary Queen.

Aliás, se você conhece pouco da Escócia, procure a história dessa rainha Mary aí. É bem louco, com altos dramas e tretas familiares. E o legal é que tudo isso é contado no tour pelo palácio e também no passeio pelo castelo.

– É louco quando até os cachorros viram moda, né? Em Edimburgo vi muuuitas pessoas passeando com seus pets (inclusive um cara com um enorme Sheepdog andando por dentro do palácio da rainha) pelas ruas. E consegui dividi-los em dois grupos: os peludinhos estilo Scottish terrier/Schnauzer e os cachorros com alguma herança genética dos Galgos, aqueles catioros que tem a cintura fina, sabe?

E é engraçado como até uns cachorros tipo Dálmata e Bulldog que vi tinham essa coisa da traseira fina, cheguei a me assustar um pouco, achei que eles eram doentes.

3 comentários sobre “Minhas impressões sobre Edimburgo

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