Post #goodvibes: você consegue ser feliz com a felicidade alheia?

Esses tempos li um texto pela internet que comparava o fato de fazer uma longa viagem com a morte. Não comparando a dor, claro, mas sim todas as despedidas e palavras que você escuta de amigos e entes queridos (que termo mais fúnebre esse “entes queridos”, né? Credo). Nas vésperas de embarcar, posso dizer que sim, o sentimento é um pouco esse, creio que mais pra quem fica do que pra mim que em breve irei.

Outra coisa que andei descobrindo desde que divulguei nas redes sociais que eu iria viajar é como tem gente que gosta de mim e torce pelo meu sucesso. Não falo da família ou dos melhores amigos, mas sim daquelas pessoas que nem tenho mais tanto contato, seja lá por qual motivo. E finalmente na minha vida pessoal, pela primeira vez, as redes sociais se tornaram algo positivo.

Me surpreendi absurdamente com o tanto de mensagens carinhosas e de incentivo que recebi nas últimas semanas! Então aproveito esse post para agradecer as palavras queridas de todos e dizer que elas me emocionaram muito. Nessa fase de despedidas eu estou totalmente manteiga derretida e me sentir amada assim e cercada de boas energias me fez muito bem.

A cada post novo compartilhado, mais comentários queridos e de apoio. Não é estranho o fato de a gente se surpreender com carinho? Pode até parecer, mas em tempos de tanta intolerância e relações superficiais de internet, quando ouvimos/lemos palavras que sabemos que são positivamente sinceras, dá até um aperto no coração. Dá também um sentimento de “que bom que é esse tipo de pessoa que participa da minha vida, fico feliz por ter deixado essas pessoas me conhecerem”.

Então, além de esse ser um post de agradecimento, queria deixar também essa reflexão que eu já venho fazendo há pelo menos uns seis meses. Hoje, sempre que eu vejo uma postagem de algum amigo/conhecido que me coloca um sorriso no rosto, eu vou lá e deixo um elogio, palavra de carinho ou comentário construtivo.

Esses tempos deixei um comentário super sentimental pra uma ex-colega de trabalho que eu nem tinha tanta amizade reconhecendo o quanto eu sempre admirei ela como profissional, sendo que eu nunca havia falado isso enquanto trabalhava com ela. Pra uma outra ex-colega, que não vejo há anos, mandei um recado querido quando vi que ela estava realizando o sonho de ser mãe. Me emocionei e fiquei feliz por ela do fundo do meu coração, então porque não colocar isso pra fora?

Essa minha nova prática é resultado também da minha experiência como profissional de Social Media e de estar acostumada com o fato de que, infelizmente, as pessoas só perdem seu tempo deixando um comentário quando é pra criticar ou causar alguma intriga. Quando acham algo legal, só se prestam a clicar ali no botão de like e raramente expressam em palavras o quanto realmente curtiram algo.

E se a gente se reprogramasse pra mudar isso, hein? Que tal ficar feliz pelo amigo que está na praia enquanto você trabalha ao invés de só ficar com aquela invejinha que você diz ser branca mas na verdade sabe que não é? Nunca fui dessas pessoas mega sociáveis e good vibes e gratidão e coisa e tal, mas de uns tempos pra cá (olha a idade aíííí genteee!) percebi que sim, o clichê de que “gentileza gera gentileza” é a mais pura verdade e que já passou da hora de adotarmos essa prática no nosso dia a dia.

Eu poderia terminar o texto com um “Namastê”, mas não é pra tanto. Então fica só um beijo pra vocês mesmo.

 

Foto: Rafael Bazacas/ Arquivo pessoal

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